terça-feira, 4 de junho de 2013
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
VAMOS COMEÇAR PELO CALCANHAR DE AQUILES DE TODO ESTUDANTE. REDAÇÃO.
Para escrever bem é preciso ler muito mesmo
Há alguns anos a redação nem existia nas provas de vestibular, mas depois de algumas denúncias na falha do processo seletivo, as universidades perceberam que não dava pra avaliar os alunos sem a presença de um texto redigido pelos mesmos. Hoje ela tem peso de 40% na nota do vestibular e isso derruba muita gente nos concursos, tanto públicos quanto particulares. Por isso, é importante saber escrever bem para equilibrar conteúdo escolar e capacidade de escrita. Já pensou se você gabarita a prova objetiva e manda mal na redação? Aí, não dá. Dê uma olhada nas nossas dicas pra ficar afiado na hora da prova.
Antes de tudo é preciso estar bem informado e atualizado sobre tudo o que acontece no mundo, até mesmo aquilo que não te interessa. O tema da redação é imprevisível e pode cair algo que você não domine, portanto, mantenha o hábito da leitura de livros, jornais e revistas. Todo mundo diz a mesma coisa, mas para escrever bem é preciso ler, e ler muito. Só assim consegue-se aperfeiçoar um bom vocabulário.
A primeira etapa da redação é analisar bem a proposta do tema e verificar o gênero pedido: narração, dissertação ou carta. A partir do material oferecido pela banca faça o maior número de associações possíveis com leituras prévias e fatos importantes e anote tudo num rascunho. O uso exclusivo do material da prova pode denotar total desconhecimento sobre o tema proposto. As informações que você trouxer no seu texto têm peso maior quando vindas de outros meios que não o oferecido na prova.
A maioria dos vestibulares pede a dissertação, ou seja, um texto que exponha uma opinião pessoal, mas que argumente de maneira impessoal, utilizando verbos na terceira pessoa do singular. Nesse gênero é muito importante que o título seja atraente e inteligente, ele deve dizer sobre o que vai tratar o texto. Parece óbvio, mas muita gente faz besteira na hora de escolher o início do texto. Como ele deve fazer uma “chamada” para o que vem pela frente, a dica é escolhê-lo depois que o texto estiver pronto. É preciso lembrar, também, que o esqueleto deve ser mantido à risca: introdução, desenvolvimento e conclusão; tudo isso usando no máximo, 30 linhas. É importante não ser prolixo nem conciso, com a prática, isso passa a ser bem fácil.
O candidato deve ser capaz de criar um texto, articulando sua opinião de forma a convencer o leitor de que seu ponto de vista é coerente. Para isso, não dê opinião sem embasamento, utilize argumentos concretos e evite todo tipo de “achismo”. A dica é fazer um roteiro contendo, em tópicos, tudo aquilo que seja importante tratar. Não seja redundante, diga tudo o que tem que dizer de uma vez só, sem rodeios. Isso é fácil quando se estrutura os parágrafos de maneira correta, sem cortar as idéias.
Lembre-se das regras gramaticais, tome cuidado com a ortografia das palavras e com as concordâncias nominal e verbal, principalmente evitando o gerundismo. Não use palavras estrangeiras e gírias e não pense que escrever “bonito” conta ponto. O importante é ser bem compreendido. Um texto simples não é um texto pobre e não vai te trair na hora de usar corretamente o significado das palavras.
Não generalize, não use siglas desconhecidas e evite repetir palavras, procure utilizar os sinônimos. Fuja da voz passiva e dos períodos muito curtos ou muito longos. Evite, também, usar a letra de forma porque ela dificulta a distinção entre maiúsculas e minúsculas. E antes de passar o texto a limpo, revise uma, duas vezes. Um pequeno acento pode te tirar um décimo e uma vaga na lista dos aprovados.
Por fim, não basta saber o que fazer, é preciso saber COMO fazer. Só se consegue um bom texto com muita prática e o ideal é fazer uma redação toda semana. E informar-se não faz mal a ninguém, não adianta treinar e se aperfeiçoar na técnica se na hora do amém você não souber sobre o que está escrevendo. Para você se divertir e conferir bons textos, aí vai uma lista apontando alguns livros que são essenciais para a sua preparação, além de ter a chance de já adiantar alguma leitura obrigatória para a prova.
*Boca do inferno – Ana Miranda
*Senhora – José de Alencar
*Dom Casmurro – Machado de Assis
*O cortiço – Aluísio de Azevedo
*Triste fim de Policarpo Quaresma – Lima Barreto
*Amar, verbo intransitivo – Mário de Andrade
*Estrela da vida inteira – Manuel Bandeira
*A rosa do povo – Carlos Drummond de Andrade
*Mar morto – Jorge Amado
*Ana Terra – Érico Veríssimo
*Memorial de Maria Moura – Raquel de Queiroz
*Vidas secas – Graciliano Ramos
*A hora da estrela – Clarice Lispector
*Sagarana – Guimarães Rosa
*Morte e vida Severina – João Cabral de Melo Neto
Antes de tudo é preciso estar bem informado e atualizado sobre tudo o que acontece no mundo, até mesmo aquilo que não te interessa. O tema da redação é imprevisível e pode cair algo que você não domine, portanto, mantenha o hábito da leitura de livros, jornais e revistas. Todo mundo diz a mesma coisa, mas para escrever bem é preciso ler, e ler muito. Só assim consegue-se aperfeiçoar um bom vocabulário.
A primeira etapa da redação é analisar bem a proposta do tema e verificar o gênero pedido: narração, dissertação ou carta. A partir do material oferecido pela banca faça o maior número de associações possíveis com leituras prévias e fatos importantes e anote tudo num rascunho. O uso exclusivo do material da prova pode denotar total desconhecimento sobre o tema proposto. As informações que você trouxer no seu texto têm peso maior quando vindas de outros meios que não o oferecido na prova.
A maioria dos vestibulares pede a dissertação, ou seja, um texto que exponha uma opinião pessoal, mas que argumente de maneira impessoal, utilizando verbos na terceira pessoa do singular. Nesse gênero é muito importante que o título seja atraente e inteligente, ele deve dizer sobre o que vai tratar o texto. Parece óbvio, mas muita gente faz besteira na hora de escolher o início do texto. Como ele deve fazer uma “chamada” para o que vem pela frente, a dica é escolhê-lo depois que o texto estiver pronto. É preciso lembrar, também, que o esqueleto deve ser mantido à risca: introdução, desenvolvimento e conclusão; tudo isso usando no máximo, 30 linhas. É importante não ser prolixo nem conciso, com a prática, isso passa a ser bem fácil.
O candidato deve ser capaz de criar um texto, articulando sua opinião de forma a convencer o leitor de que seu ponto de vista é coerente. Para isso, não dê opinião sem embasamento, utilize argumentos concretos e evite todo tipo de “achismo”. A dica é fazer um roteiro contendo, em tópicos, tudo aquilo que seja importante tratar. Não seja redundante, diga tudo o que tem que dizer de uma vez só, sem rodeios. Isso é fácil quando se estrutura os parágrafos de maneira correta, sem cortar as idéias.
Lembre-se das regras gramaticais, tome cuidado com a ortografia das palavras e com as concordâncias nominal e verbal, principalmente evitando o gerundismo. Não use palavras estrangeiras e gírias e não pense que escrever “bonito” conta ponto. O importante é ser bem compreendido. Um texto simples não é um texto pobre e não vai te trair na hora de usar corretamente o significado das palavras.
Não generalize, não use siglas desconhecidas e evite repetir palavras, procure utilizar os sinônimos. Fuja da voz passiva e dos períodos muito curtos ou muito longos. Evite, também, usar a letra de forma porque ela dificulta a distinção entre maiúsculas e minúsculas. E antes de passar o texto a limpo, revise uma, duas vezes. Um pequeno acento pode te tirar um décimo e uma vaga na lista dos aprovados.
Por fim, não basta saber o que fazer, é preciso saber COMO fazer. Só se consegue um bom texto com muita prática e o ideal é fazer uma redação toda semana. E informar-se não faz mal a ninguém, não adianta treinar e se aperfeiçoar na técnica se na hora do amém você não souber sobre o que está escrevendo. Para você se divertir e conferir bons textos, aí vai uma lista apontando alguns livros que são essenciais para a sua preparação, além de ter a chance de já adiantar alguma leitura obrigatória para a prova.
*Boca do inferno – Ana Miranda
*Senhora – José de Alencar
*Dom Casmurro – Machado de Assis
*O cortiço – Aluísio de Azevedo
*Triste fim de Policarpo Quaresma – Lima Barreto
*Amar, verbo intransitivo – Mário de Andrade
*Estrela da vida inteira – Manuel Bandeira
*A rosa do povo – Carlos Drummond de Andrade
*Mar morto – Jorge Amado
*Ana Terra – Érico Veríssimo
*Memorial de Maria Moura – Raquel de Queiroz
*Vidas secas – Graciliano Ramos
*A hora da estrela – Clarice Lispector
*Sagarana – Guimarães Rosa
*Morte e vida Severina – João Cabral de Melo Neto
VOLTA AO BLOG.
BEM AMIGOS LEITORES DEPOIS DE UM RECESSO DE QUASE 1 ANO, VOLTEI A POSTAR NOS MEUS BLOGS, E VOU DAR UMA CERTA PERIODICIDADE E VAMOS ESTUDAR .
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Possíveis temas que irão cair no ENEM 2012.
Não basta mergulhar nos livros didáticos,
decorar regras de acentuação e caprichar na ortografia. Para se dar bem na
prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), nos dias 3 e 4 de
novembro, é preciso conhecer a fundo assuntos da atualidade. Professores
ouvidos pelo Jornal O GLOBO sugerem atenção a tópicos já largamente discutidos
neste ano. Segundo eles, entre os temas que podem cair na prova por ganhar
relevância recentemente estão: Código Florestal, casamento gay, comportamento jovem nas
mídias sociais, bullying e as questões ambientais debatidas
durante a Conferência Rio+20.
- Os exames de seleção exigem que o aluno seja capaz de transcender a informação: ele deve saber interpretar os fatos, além de relacionar as novidades com o conteúdo aprendido em sala de aula. Em geral, não é preciso decorar nomes, datas e acontecimentos - diz Bruno Rabin, coordenador de português do Colégio e Curso de A_a_Z.
- Os exames de seleção exigem que o aluno seja capaz de transcender a informação: ele deve saber interpretar os fatos, além de relacionar as novidades com o conteúdo aprendido em sala de aula. Em geral, não é preciso decorar nomes, datas e acontecimentos - diz Bruno Rabin, coordenador de português do Colégio e Curso de A_a_Z.
Para o coordenador de português do Colégio e Curso
pH, Filipe Couto, a própria matriz de referência do exame já indica como será o
tema da prova. Sempre é apresentado um problema, seja de maneira explícita ou
implícita, ligado a realidade social, política e econômica do país. Assim, ao
contrário de outros vestibulares, é difícil que caia temas relacionados a
questões pessoais, como ciúme e vaidade. Na redação, Couto explica que é
cobrado um posicionamento crítico do estudantes, além de propostas de
intervenção. Pela sua experiência, é difícil prever um tema e a melhor maneira
dos vestibulandos se prepararem é estarem antenados nas principais discussões
presentes na mídia.
- Os estudantes precisam estar antenados com as grandes discussões do mundo contemporâneo. Em anos passados, já foram abordados sobre a preservação do meio ambiente, trabalho infantil, diversidade cultural, violência, participação política. São todos temas muito presentes na mídia. Quanto mais fontes ele ler sobre esses assuntos, mais recursos terá para construir um posicionamento crítico em relação à questão. Mas é muito difícil acertar qual será o tema - afirma Couto.
Para 2012, ele aponta alguns assuntos mais gerais
que podem estar presentes, como o meio ambiente, enfocando neste caso as
possibilidades de uma relação mais sustentável entre o homem e a natureza, e os
cuidados com a saúde e o corpo, ligados aos grandes eventos esportivos que
acontecerão na cidade nos próximos anos.
Não existem provas específicas de atualidades no
Enem e nos vestibulares. O que há, de fato, são disciplinas como história e
geografia fazendo uso de fatos recentes para abordar o que foi aprendido ao
longo da vida escolar. A constante atualização auxilia no desenvolvimento de
outra competência exigida pelos vestibulares, e também pelo Enem: a fluência na
leitura.
- O Enem traz enunciados longos e cheios de
informação. Quem tem a leitura como hábito, faz com mais facilidade, além de
dispor de uma concentração mais apurada - afirma Bruno Rabin.
A redação é parte fundamental do Enem, tanto pela característica da proposta quanto pelas polêmicas em torno das notas. A partir deste ano, o Inep, que organiza o exame, promete ser mais criterioso na correção. Nesta edição, os alunos vão ter acesso a correção da prova. Outra alteração foi a redução em cem pontos na diferença máxima que poderá haver entre as notas dadas pelos dois corretores para que o texto siga para um terceiro avaliador. Nos casos em que nem o terceiro corretor consiga chegar a um consenso com os outros dois, a prova será submetida a uma banca examinadora, que dará a nota final.
Os candidato fazem a redação no segundo dia do
exame, junto com mais 45 questões de Linguagens e Códigos e outras 45 de
matemática. O texto deve ser dissertativo-argumentativo, ter no mínimo 7 e no
máximo 30 linhas e não pode fugir do tema.
terça-feira, 17 de julho de 2012
10 tragédias ocorridas em circos
Os circos sempre encantaram crianças e adultos com
seus palhaços, malabaristas, animais e várias outras atrações, fazendo as
pessoas sorrirem e esquecerem por um momento dos problemas da vida.
Infelizmente em algumas ocasiões os circos se tornaram perigosos, causaram dor,
tristeza e até mesmo mortes. Conheça agora 10 horríveis acontecimentos
envolvendo circos:
10. Morte no Cirque du Soleil
O Cirque du Soleil possui alguns dos espetáculos mais fantásticos do mundo e um
faturamento de milhões de dólares ao ano, mas mesmo no maior e mais seguro
circo do mundo os acidentes podem acontecer. No dia 17 de outubro de 2009 o
acrobata Oleksandr Zhurov sofreu um grave acidente durante um treino na cidade
de Montreal.
O ucraniano caiu enquanto fazia o “balanço russo”, um movimento no qual o
artista é catapultado a uma altura de pouco mais de 9 metros e deve cair sobre
os ombros de um parceiro, em uma tela de pouso ou às vezes até mesmo “voar” de
um balanço para o outro. Zhurov foi levado para o hospital, mas faleceu no dia
seguinte devido às lesões no crânio e cérebro. Esse foi o pior acidente já
ocorrido no Cirque du Soleil
Espetáculo Varekai, do Cirque du Soleil, com "balanço russo" | Foto: Patrick Bernath/Cirque du Soleil
9. O triste fim de um palhaçoNo dia 28 de agosto de 2006 o palhaço Vitaly Kharapavitski e sua esposa Sasha estavam terminando uma apresentação na Irlanda quando as coisas deram terrívelmente errado. Vitaly havia entrado em uma jaula esférica de aço suspensa por um balão que acidentalmente pegou fogo. O incêndio foi assistido por mais de 300 pessoas e algumas afirmaram que o palhaço empurrou sua esposa para baixo antes de o fogo se espalhar, segundos depois a jaula caiu e esmagou o crânio de Vitaly. Sasha apenas quebrou o braço, mas se o marido não a tivesse empurrado ela provavelmente teria sido esmagada com ele.
Palhaço morto | Foto: Simulação
8. A morte de um engolidor de espadasEm um dia qualquer de junho de 1969 o engolidor de espadas Francis P. Doran trabalhava para o Circo Clyde Beatty Cole Bros. e estava completamente bêbado ao iniciar sua apresentação. Um dos números que deveriam ser feitos era engolir um tubo de neón, tarefa simples para Duran, mas na hora de agradecer à platéia ele curvou demais o próprio corpo e o tubo explodiu. O artista acabou internado e sobreviveu, mas o acidente danificou seus pulmões de forma irreversível e assim dez anos depois ele faleceu aos 61 anos de idade devido as complicações.
7. Incêndio em um circo indiano
No dia 8 de Fevereiro de 1981 a cidade de Bangalore, na Índia, sofreu com um dos piores desastres de sua história. Um incêndio tomou conta da tenda principal do Circo Vênus fazendo-o desabar em chamas sobre uma multidão de cerca de 4.000 pessoas que corriam apavoradas procurando pelas saídas. Não foram encontradas causas para a tragédia, mas acredita-se que um curto circuito nos cabos de iluminação da tenda pode ter causado o desastre. Por mais inacreditável que pareça, poucas pessoas perderam a vida por culpa do fogo, a maior parte das 66 vítimas fatais era de crianças que morreram pisoteadas enquanto fugiam.
Fogo com circo ao fundo | Foto: Montagem
6. O ataque da elefanta TykeDurante boa parte do século XX o circo era um dos principais divertimentos nos Estados Unidos, mas poucos visitavam as ilhas do Havaí devido aos altos custos da viagem. Ainda assim a capital Honolulu teve o seu circo com direito aos palhaços, malabaristas, acrobatas aéreos e até mesmo uma elefanta chamada Tyke.
No dia 20 de agosto de 1994 centenas de espectadores assistiram Tyke matar o treinador Allen Campbell e ferir uma de suas assistentes. A elefanta então fugiu da arena e correu pelas ruas por meia hora, ferindo outro homem antes de finalmente ser abatida pelos policiais. Foram necessários 86 tiros para derrubar o animal.
5. O misterioso incêndio no Ringling Brothers
Quase sete mil pessoas estavam no Ringling Brothers e Barnum & Bailey Circus no dia 6 de julho de 1944, na cidade de Hartford em Connecticut, quando um pequeno incêndio teve início. Rapidamente os espectadores foram alertados, mas o pânico tomou conta da multidão. A tenda do circo era impermeabilizada com aproximadamente 800 quilos de parafina dissolvidos em mais de 20 mil litros de gasolina, quando as chamas se espelharam a parafina fervente “choveu” sobre o público e a tenda desmoronou.
O número de vítimas não é exato, mas aproximadamente 168 pessoas morreram e mais de 700 ficaram feridas. A origem do fogo nunca foi esclarecida e alguns sugeriram que um cigarro poderia ter iniciado a tragédia. Vários anos mais tarde um homem chamado Robert Dale Segee disse ser culpado, mas nunca foi julgado e assim retirou a confissão, fazendo com que o incêndio voltasse e ser um mistério.
incêndio no Ringling Brothers e Barnum & Bailey Circus, na cidade de Hartford | Foto: Corbis/HartfordHistory.net
4. Um menino atacado e devorado pelos leõesJosé Miguel dos Santos Fonseca Júnior era um garoto de apenas 6 anos no dia 9 de abril de 2000, quando assistia junto com seu pai e sua irmã aos espetáculos do Circo Vostok instalado no estacionamento do Shopping dos Guararapes, em Recife. Foi anunciado um intervalo de 20 minutos nas apresentações, José e sua família aproveitaram esse tempo tirar fotos com os animais, mas quando estavam retornando aos seus lugares um dos leões colocou a pata para fora da jaula e puxou o menino através das grades quebrando vários ossos do corpo. Ele foi arrastado até o picadeiro e em frente ao público José foi dilacerado e outros leões começaram a devorá-lo, um deles levou o garoto até a caçamba onde os animais ficam guardados e mais leões o atacaram. Ele teve o pescoço quebrado, um braço arrancado do corpo e as vísceras ficaram expostas.
A Polícia Militar matou quatro dos animais, o único sobrevivente foi um filhote com 7 meses de idade que vive hoje no jardim zoológico de Recife. A necropsia dos felinos revelou que eles não eram alimentados a 3 dias e investigações mostraram que as jaulas eram ridiculamente frágeis.
A equipe de necropsia da UFRPE abriu os leões | Foto: Desconhecido
3. O desastre com o Circo Wallace HagenbeckO Circo Wallace Hagenbeck viajou por vários lugares da América no início do século XX e no seu auge era considerado o segundo maior circo do continente americano. Por causa da grande quantidade de artistas, animais e equipamentos o circo utilizava um trem como principal meio de transporte. Na madrugada de 22 de junho de 1918 o circo fazia mais uma viagem quando foi atingido por outro trem. Alonzo Sargent era o maquinista da segunda locomotiva e havia dormido nos controles fazendo com que os dois comboios se chocassem a quase 60 quilômetros por hora. 127 pessoas ficaram feridas e 86 morreram, mas o circo se recuperou e continuou funcionando até 1938.
Circo Hagenbeck-Wallace, 1933 em Ithaca, Nova York | Foto: Circus Historical Society
2. O dia em que enforcaram um elefanteMary era uma fêmea de elefante que pesava 5 toneladas e pertencia ao Sparks Brothers Circus. No dia 11 de setembro de 1916 Red Eldridge, funcionário de um hotel, foi contratado como assistente do treinador de elefantes do circo. No dia seguinte Mary atacou e matou Eldridge, os detalhes e o motivo do ataque nunca foram esclarecidos. Charlie Sparks e seu circo foram proibidos de entrar em outras cidades, então ele decidiu enforcar o animal, transformando a morte de Mary em um espetáculo público.
No dia 13 de setembro ela foi transportada até a cidade de Erwin no Tennessee, onde mais de 2500 pessoas se reuniram para assistir a execução. Um guindaste industrial montado na Estrada de Ferro Clinchfield foi utilizado para realizar o enforcamento, mas na primeira tentativa a corrente arrebentou, a elefanta caiu e quebrou o quadril. Na segunda tentativa foram necessários 30 minutos antes de o pobre animal ser declarado morto e então enterrado em local próximo dos trilhos.
A autenticidade da foto seguinte não foi confirmada, pois só foi revelada na década de 1930 pelo jornal Kingsport Times.
Anúncio do circo Sparks no jornal Johnson City Staff e a famosa foto da elefanta Mary sendo enforcada
1. O incêndio no Gran Circus Norte-AmericanoO Gran Circus Norte-Americano estreou em Niterói no dia 15 de dezembro de 1961. Os anúncios afirmavam que era o maior circo da América Latina, com cerca de 60 artistas e 150 animais. Para a montagem da tenda foram contratados 50 trabalhadores, entre eles estava Adílson Marcelino Alves que tinha antecedentes por roubo e apresentava problemas mentais. Dois dias depois Adílson acabou demitido e mais tarde foi agredido pelo tratador de elefantes ao tentar entrar escondido no circo, ele chegou a reagir e jurou vingança.
Na tarde de 17 de dezembro de 1961 Adílson e dois comparsas, José dos Santos e Walter Rosa dos Santos, decidiram colocar fogo na tenda. O espetáculo estava quase acabando quando um trapezista percebeu o incêndio e alertou as 3000 pessoas na platéia, mas em menos de 10 minutos o lugar foi completamente devorado pelo fogo. 372 pessoas morreram na hora quando a lona de 6 toneladas desabou. Nos dias que se seguiram vários feridos faleceram nos hospitais da região elevando para 500 o número de vítimas fatais, 70% delas eram crianças. Foi um dos piores incêndios do Brasil e a pior tragédia na história dos circos.
Adílson foi condenado a 16 anos de prisão e a mais 6 anos de internação em um manicômio judiciário, mas foi misteriosamente assassinado em 1973. José foi condenado a 14 anos de prisão e mais dois anos em colônia agrícola, Walter recebeu 16 anos de condenação e mais um ano também em uma colônia agrícola.
Os 10 itens listados aqui mostram que em certos momentos os circos causaram muita dor, mas a função deles é fazer sorrir e muitos deles tem feito isso incrivelmente bem. O número de momentos alegres supera em milhares de vezes o número de momentos tristes na história das artes circenses e cada ferida serviu para tornar os circos cada vez mais seguros, cada vez melhores em todos os sentidos e assim eles continuam levando sorrisos aos rostos de crianças e adultos do mundo inteiro.
Por Fernando Williams
terça-feira, 13 de setembro de 2011
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